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Raio X: arte e cultura no Agreste Pernambucano

Você sabia que é no agreste de Pernambuco, na cidade de Caruaru, bairro Alto do Moura, que se localiza o maior centro de Artes Figurativas das Américas? Título concedido pela UNESCO, a região do Alto do Moura reúne obras em forma de bonecos de barro feitos artesanalmente que retratam o folclore e cultura do povo nordestino. Ofício passado de geração para geração, praticamente toda casa é um ateliê e todo morador é um artesão, com seu estilo própr

A região possui temperatura amena, que favorece o desenvolvimento dos trabalhos em barro. Vitalino Pereira dos Santos (1909-1963), mais conhecido como Mestre Vitalino, foi o artesão que soube como nenhum outro moldar o nordestino no barro. Em peças que representavam o trabalho, a família e o lazer do homem sertanejo, ajudou a construir o imaginário de um povo. No bairro do Alto do Moura, o turista encontra a Casa-Museu Mestre Vitalino, onde o próprio morou, e uma infinidade de outros ateliês de seus discípulos. No Recife, o barro de Caruaru pode ser comprado em vários endereços. Um deles é o Centro de Artesanato de Pernambuco, na Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife.

Seguindo interior adentro, o turista vai encontrar Petrolina, a capital do Sertão pernambucano. Se não quiser percorrer os 720 km em busca das famosas carrancas petrolinenses, é só se dirigir ao Mercado de São José, na Praça Dom Vital, centrão do Recife. Foi Ana Leopoldina Santos a responsável por moldar as primeiras carrancas na argila. Seu trabalho chamou a atenção pelos traços inéditos. Passou a responder por Ana das Carrancas, tornando-se a mais importante artesã da região e, décadas depois, merecedora da Ordem do Mérito Cultural pelo governo federal. Aos poucos, sua técnica ecoou de Petrolina para o restante dos municípios do estado. Hoje em dia, já tem carranca, inclusive, esculpida na madeira. Se maiores, servem para guardar a casa. Se menores, servem de amuleto contra o mau olhado. Independentemente disso, simbolizam a criatividade de "uma mulher, negra, pobre e nordestina que venceu na vida". Palavras de Maria da Cruz Santos, filha de Ana das Carrancas.

Em Passira e Poção, mas principalmente em Pesqueira, no Agreste do estado, são as rendeiras que despontam como atração turística. A renda renascença confeccionada ali ganhou o mundo. "Vem muita gente da Europa e dos Estados Unidos passear na Casa da Cultura. E quando conhecem o trabalho, compram mesmo", conta uma das vendedoras da antiga casa carcerária que, atualmente, faz as vezes de centro de artesanato. O visitante encontra de toalhas imensas a conjuntos de cama, passando por jogos americanos e peças de vestuário. Os preços fazem jus ao minucioso trabalho manual das rendeiras e podem chegar facilmente à cifra dos mil reais, a depender do produto.

Para conhecer mais sobre a cultura e a arte pernambucana, acesse o site http://www.cultura.pe.gov.br



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